23 de dezembro de 2009

Graça, A Carismática



            Um belo dia surge em meu Orkut uma garota dizendo que já tinha me visto no bar que freqüento. Eu sabia quem era, inclusive já havia notado que ela me olhava demais. Como ela ia lá muito de vez em quando, ainda não tinha tido a oportunidade ideal de puxar papo. Aceitei ela no orkut, trocamos MSN e começamos a nos conhecer.
            Graça não era bonita, mas também não era feia. Baixinha, um pouco acima do peso, e seu rosto não tinha nada que chamasse a atenção. Uma menina absolutamente mediana. Todo dia ela me chamava no MSN, mesmo por que estava sempre offline, o que tornaria impossível que eu a chamasse e dia após dia, fui descobrindo um pouco sobre ela.
            Graça morava em outra cidade, há 30 minutos daqui, 2 anos mais velhas que eu, era professora e estava concluindo seu mestrado. Ela era bem eclética, mas tinha preferência por Rock Pesado e Forró ao mesmo tempo. Eu já imaginava que ela queria ficar comigo desde o momento que me procurou no Orkut. Qual seria o outro motivo para falar com um desconhecido com cara de louco? Fui então levando a situação pelo MSN apenas para garantir mais um gol para o placar assim que ela aparecesse no bar de novo e assim se fez.
            Num sábado chuvoso ela apareceu com as amigas no Elvis Cover e fui lá falar com ela pessoalmente pela primeira vez. A princípio me desapontei um pouco com sua aparência, pois não havia nenhuma qualidade física que justificasse eu ficar com ela, nem peito, nem bunda, nem rosto, nem olhos claros, nem nada. Mas como a menina era boa de papo e eu já estava investindo meu tempo nela há 2 semanas resolvi prosseguir com o plano.
            Fiquei uns 20 minutos conversando com ela sem nenhuma ofensiva. Sabendo que o jogo já estava ganho não havia por quê se afobar. Pedi licença e fui lá pro fundo do bar, no fumodromo. Sentei-me à mesa com as minhas amigas de bar e fiquei por lá. Minhas amigas então aparecem com uma morena linda que haviam conhecido no banheiro (eu queria entender como mulher consegue fazer amizade no banheiro, qualquer intimidade num banheiro masculino já é motivo de estranheza), a morena não parava de me secar um minuto e eu já cogitava mudar os planos da noite.
            Antes que eu mudasse de idéia, Graça aparece com sua amiga no fumodromo e senta na mesa ao lado. Como nenhuma das duas fumam, obviamente elas estavam ali por minha causa. Sentei-me a mesa com elas, logo em seguida a amiga se mandou e eu fiquei a sós com Graça. Foi só beijar!
            Ficamos ali no fundo do bar praticamente até o fim da noite, conversando muito mais que beijando. Graça era uma menina com a qual eu conseguia conversar de verdade, conversávamos sobre diversos assuntos, nada de “Vai Chover!” e silêncios chatos. Outra coisa que me chamou muito a atenção foi sua simpatia e bom humor. Graça estava sempre com um sorriso nos lábios fazendo piada de alguma coisa. O beijo não tinha sido grandes coisas, mas sua companhia compensava e muito.
            A banda acabou, Graça se despediu e foi embora para sua cidade e eu voltei para casa espantado com graça da menina que praticamente se jogou em meus braços. É muito fácil me seduzir pela cabeça de baixo, mas pela de cima o negócio já fica bem complicado, e Graça não permitira uma mão boba sequer.
            Passei mais 2 semanas com Graça vindo me chamar no MSN até voltar a vê-la no bar, num sábado que tocaria Pink Floyd. Nesta semana eu estava bem solitário, pois meus amigos haviam viajado para acampar no feriado prolongado e eu fiquei. Até hoje eu não sei o que aconteceu, pois eu fui lá já sabendo que passaria a noite inteira com Graça, já que ninguém que eu tinha mais amizade iria lá. Não sei se era carência afetiva que foquei nela por ter mais intimidade que geralmente tenho com as outras meninas ou se Graça realmente conseguiu me fisgar. Resultado: passei a noite inteira abraçado com ela e por incrível que pareça eu estava adorando aquilo. Como eu ainda estava sem carro, Graça me levou até minha casa ao fim do show, mas a presença de sua amiga impediu qualquer tentativa de esquentar as coisas.
            Depois disso tudo mudou, Graça passou do posto de simples ficante para o de namorada em potencial. Passei a tratá-la com muito mais calor que antes, ligando para ela todos os dias. No começo ela dizia que gostava dessa atenção, até que começou a rejeitar minha insistência quando no final de semana eu implorava para que ela viesse até minha cidade.  
            Antes mesmo que eu manifestasse qualquer intenção de compromisso, Graça já começou a dizer que não queria nada sério no momento. Eu disfarçava dizendo que também não queria, mas na verdade eu estava louco para passar momentos de romance junto de Graça, eu sonhava com ela. Uma coisa engraçada, às vezes quando eu pensava nela a janelinha de seu MSN abria aqui me chamando, parecia telepatia.
            A minha insistência, somada ao descaso de Graça, criou uma situação de desconforto. Eram vontades distintas que não poderiam ser conciliadas. Foram 3 semanas até que eu voltasse a ver Graça, desta vez no forró.
            Como eu não gosto de forró, eu só poderia ter ido lá para vê-la, mas ela insistia que queria ficar ali para curtir a música. Consegui arrastá-la para fora do bar, a fim de ter mais privacidade nas ruas desertas ao redor. Ali ela deixou claro que estava mais interessada no forró do que em meus abraços. Voltamos para o bar, fomos lá pro fundo, onde tudo começou, e lá, em tom de brincadeira, ela disse que não queria mais meu afeto. O tom era de brincadeira, mas ela falava a verdade.
            Eu estava confuso, primeiro, por não saber se realmente eu estava apaixonado, depois, a defesa do mestrado de Graça seria em 3 dias e ela estava notavelmente estressada. Na segunda ela foi grossa como nunca antes, Graça nunca foi meiga, sempre falava o que devia ser falado, mas desta vez foi chato.
            Na terça não nos falamos, mas eu estava planejando ir até outra cidade só pra assistir sua defesa de mestrado. Gostaria muito de estar presente nessa data que era importante para ela, mesmo sabendo que ela poderia repudiar minha presença ali. A sorte (ou azar) é que minha insônia resolveu atacar justo nessa noite, sendo assim, fui dormir depois que o sol já surgira e não consegui acordar a tempo de vê-la.
            No mesmo dia ela surgiu bem estranha no MSN, fria, com uns assuntos sem sentido e depois confirmou que de fato era o fim.
            A culpa é dela! (Dessa vez eu tentei hein??)

PS. Creio que a saga da Donna Juana não vai ter continuação!!


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10 de dezembro de 2009

O desabafo do Don Juan


                Acho que pelo texto anterior deu pra perceber que meu caso é psiquiátrico. Vou fazer alguns relatos que eu faria a um terapeuta.
                Eu sempre quis ser um Don Juan, e me esforcei tanto que acho que consegui. Minhas habilidades com as mulheres nunca foram tão grandes, dificilmente não consigo beijar um mulher solteira que fique ao meu lado por mais de 10 minutos.
                Acho que o principal motivo é a minha flexibilidade, ter uma roupa ideal para cada ocasião, dominar vários assuntos de forma que a cada menina eu me apresento de um jeito. Do palhaço ao intelectual, passando pelo porra-louca e pelo sedutor. São todas características minhas, mas sei enfatizá-las no momento certo. E para cada momento, eu tenho uma técnica ideal.
                Outra coisa é aprender a ler linguagem corporal, dizem os especialistas que mais da metade da nossa comunicação é não verbal. O corpo mostra todo o interesse em estar ao lado de outra pessoa e saber ler esses sinais é fundamental.
                Mas nem tudo são flores. Quando se tem muitas mulheres a sua disposição, torna-se um martírio pensar em passar um final de semana com apenas uma. Fiquei muito exigente, procuro agora as qualidades de todas em uma só, e mesmo sabendo que nunca encontrarei, continuo procurando. Nenhum defeito é aceitável para uma possível namorada, tem que ser bonita, inteligente, estudada, gostar de rock, bem humorada, beijar bem, beber, fumar ou não se importar com o cigarro e de preferência ainda branquinha de olho claro. Alguém conhece uma garota assim?
                Chega até a ser constrangedor, estar com uma menina e ter que lembrar o nome dela antes de falar alguma coisa, pois são tantas que pra confundir não custa muito. Dificilmente eu fico duas ou mais vezes com a mesma garota. Enquanto passar o fim de semana compromissado é um martírio, passar a semana sozinho sem ter alguém pra ligar ou pegar um cinema também é. É um grande dilema.
                Com as poucas meninas que dou uma segunda chance, nunca consigo estabelecer algo maior, a Donna Juana é um exemplo disso. Eu sempre fico pensando se a garota é boa o suficiente para estar me privando de ficar com outras. E depois, quando não dá certo, a frustração do fracasso abala a minha auto-estima. Como assim? Eu posso ter todas aos meus pés e ela não me quer?
                Ser um Don Juan é muito excitante, mas não é nada saudável. Penso que posso chegar aos 50 anos e ser um daqueles tiozões que ficam paquerando as mocinhas de 20 dentro de seu carro conversível. A minha beleza está com os dias contados, logo virão as rugas e irão os cabelos. O que será do Tio Don Juan em 2020?


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20 de novembro de 2009

A Síndrome de Don Juan

Bom, estava eu averiguando sobre o blog no Google e me deparo com esse texto, deixarei que vocês tirem suas próprias conclusões.

Fonte: Ballone GJ, Moura EC - Síndrome de Don Juan e "Ficar com" - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2008.

O donjuanismo representa um protótipo particular de comportamento humano, classificada particularmente pelos valores culturais e morais. Não existe essa denominação no CID.10 ou DSM.IV, mas isso não significa, absolutamente, que por isso pessoas assim deixam de existir.

Independente das interpretações psicanalíticas sobre o filme Dom Juan de Marco, interessa aqui apenas caracterizar um tipo de conduta atual; a inclinação que as pessoas têm para liberdade sexual explícita. A característica principal do que se pode chamar hoje de donjuanismo, seria uma forte compulsão para sedução, entretanto essa característica não é isolada nem única na personalidade da pessoa, também não é exclusiva do sexo masculino.
Descreve-se o donjuanismo como uma personalidade que necessita seduzir o tempo todo, que aparentemente se enamora da pessoa difícil mas, uma vez conquistada, a abandona por desinteresse. As pessoas com esse traço não conseguem ficar apegados a uma pessoa determinada, partindo logo em busca de novas conquistas. Elas são os anarquistas do amor (Sapetti), tornando válidos quaisquer meios para conquistar, não obstante, os sentimentos da outra pessoa não são levados em consideração. Aliás, Foucault enfatiza essa questão ao dizer que Don Juan arrebenta com as duas grandes regras da civilização ocidental, a lei da aliança e a lei do desejo fiel.
Em psiquiatria clínica, entretanto, o desprezo para com o sentimento alheio pode ser critério para caracterizar uma atitude sociopática ou anti-social. Para o donjuan só interessa o hedonismo, o instante do prazer e o triunfo sobre sua conquista, principalmente quando a pessoa de seu interesse tem uma situação civil proibida (casada, freira, irmã ou filha de amigo, etc ou os correspondentes masculinos). Sobre essa característica o escritor Carlos Fuentes, alega ao seu Don Juan a frase: "Porque nenhuma mulher me interessa se não tiver um amante, marido, confessor ou Deus, ao qual pertença ...".
Normalmente essas pessoas ignoram a decência e a virtude moral mas seu papel social tenta mostrar o contrário; são eminentemente sedutores. O aspecto de desafio mobiliza o donjuan, fazendo com que a conquista amorosa tenha ares de esporte e competição, muitas vezes convidando amigos para apostas sobre sua competência em conquistar essa ou aquela mulher. Não é raros que esses conquistadores tragam listas e relações das mulheres conquistadas, tal como um troféu de caça.
O narcisismo (traço feminóide) dessas pessoas é uma das características mais marcantes, a ponto delas amarem muito mais a si mesmas que a qualquer outra pessoa conquistada. Outros autores acham o donjuanismo um excesso do complexo de Édipo, ou fixação na mãe, já que muitos deles não constituem família com nenhuma de suas conquistas e acabam vivendo para sempre com suas mães.
Nos casos mais sérios a inclinação à sedução pode adquirir caráter de verdadeira compulsão, tal como acontece no jogo patológico. De certa forma, apesar dessa conquista compulsiva servir-lhe para melhorar sua sensação de segurança e auto-estima, uma vez possuído o que desejava, já não o deseja mais. Em alguns casos o donjuan começa a se desestimular com a conquista quando percebe que a pessoa conquistada já está apaixonada por ele. Pode até nem haver necessidade do ato sexual a partir do momento em que ele percebe que a pessoa aceita e deseja o sexo com ele. Por outro lado, se a pessoa a ser conquistada é indiferente ou não cede à sedução, o donjuan se torna mais obstinado ainda.
Não será totalmente lícito dizer, como dizem alguns, que o donjuan se diverte com o sofrimento alheio. Na realidade parece mais que seja insensível ao sentimento alheio do que tenha prazer com ele. De fato, parece que eles não experimentam com o amor o mesmo tipo de sentimento que as demais pessoas. O amor neles é um sentimento fugaz, passageiro e que, continuadamente, tem o objeto-alvo renovado. Se algum déficit pode ser apurado na personalidade do donjuan, este se dá no controle da vontade.
Apesar dessa compulsão à sedução, isso não significa que a pessoa portadora de donjuanismo seja, obrigatoriamente, mais viril ou mais ativo sexualmente. Esse quadro não deve ser confundido com a Atividade Sexual Compulsiva onde, aí sim há hipersexualidade.
Portanto, a contínua sedução do donjuan nem sempre se dá às custas de um desempenho sexual excepcional mas sim, devido à habilidade em oferecer às pessoas a serem seduzidas, tudo aquilo que elas mais estão querendo. Nesse sentido, todos eles são sempre muito inconstantes, desempenham papeis sociais sempre teatrais e exclusivamente dirigidos à satisfação de suas conquistas, por isso fazem sempre o tipo "príncipe encantado", tão cultuado pelo público feminino. As pessoas sedutoras têm habilidade em perceber rapidamente os gostos e franquezas de suas vítimas e são igualmente rápidos em atender as mais diversas expectativas.
Há quem considere como uma das características fundamentais da personalidade do donjuan uma acentuada imaturidade afetiva. O aspecto volúvel e responsável pela constante troca de relacionamento pode ser indício dessa imaturidade afetiva e indica, sobretudo, uma completa carência de responsabilidade ou medo de assumir os compromissos normais das pessoas maduras (casamento, família, filhos, etc...).




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17 de novembro de 2009

Desastres Sexuais

Aqui vai uma seleção de situações inusitadas que até Deus duvida. Como foge do foco do blog eu já aviso que é só putaria e não tem nada de romantismo ou qualquer coisa bonita, porém vale algumas risadas. Se você achar de mau gosto não reclame, eu avisei!!



Uma vez, quando Lisandra fazia um Strip pela webcam, ela me pediu que eu me mostrasse também. Como não tinha nem webcam, nem câmera digital na ocasião, mandei uma foto pelo celular. Acontece que eu estava em outra região de DDD. No dia seguinte recebi alguns elogios como babaca, filho da puta e etc... Eu realmente queria ver a cara da pessoa ao ver o meu bilau na tela de seu telefone. Um legítimo TORPEDO!

Ainda com Lisandra, numa festa de motoclubes em um bosque da cidade. Eu já estava tão bêbado a ponto de rolar pela grama. Levei Lisandra para o meio das árvores e mandei ver. De repente aparece uma menina procurando um lugar para fazer xixi. Ela passa ao nosso lado e diz:
- Podem continuar que já estou de saída!

Eu estava saindo com uma menina que não tinha experiência sexual quase que nenhuma. Insisti para que ela me satisfizesse com as mãos. Quando ejaculei e suas mãos ficaram melecadas, ela entrou em tamanho desespero que tive que rodar a cidade pela madrugada atrás de um guardanapo ou o banco de meu carro correria sérios apuros.

Eu estava tão nervoso quando perdi a virgindade, que quando finalmente entrei no quarto do motel com a menina, fui correndo ao banheiro aliviar meu intestino.

Holandês uma certa vez estava traçando uma gordinha, na falta de um quarto ou até mesmo um carro, levou a menina para um prédio ainda em construção. No meio da fornicação começou a chover e eles tiveram que encerrar a diversão. Isso é pra deixar qualquer pedreiro no chinelo.

Um  amigo nosso que chamarei de Malucão, levou um menina para a casa do Holandês, exatamente no quintal. Grudou a menina no muro e mandou ver. No meio da diversão, a menina se queixa de um corpo estranho lhe tocando. Era um caramujo...

Numa dessas festas regadas a álcool, Malucão e essa mesma menina foram para o banheiro fornicar. A menina já estava quase em coma alcoólico.  Malucão queria penetrar o buraco de trás, e na falta de vaselina, foi com condicionador de cabelo mesmo.
Depois disso, Holandês tentou se passar por Malucão para se aproveitar da embriaguez da menina. Acontece que Holandês é bem moreno, de cabelo crespo e curto e Malucão é branquelo, de cabelo cumprido e liso. No fim não deu certo...




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10 de novembro de 2009

La Donna Juana II


No domingo à tarde, liguei para Juana perguntando quais eram seus planos para o dia. Ela disse que não tinha nada certo, e que dependia dos outros para poder se locomover. Ela ligou aqui em casa umas três vezes para confirmar o que eu faria. Uma menina ligando para a casa do rapaz é de considerável atitude, já que a maioria se resguarda nos tabus de esperar pela iniciativa masculina. Disse a ela que iria a um boteco ao fim da tarde e depois ao bar de sempre que teria Pearl Jam Cover.


A curiosidade me castigava por dentro, quem era essa menina que tanto se parece comigo? Seria ela minha versão feminina? O medo dessa suspeita já me incomodava, seria essa uma batalha impossível de vencer, mesmo por que não haveria um vencedor? Não agüentei e fui vasculhar o Orkut a sua procura. Sabia exatamente onde encontrá-la por meio de sua amiga, que eu conhecia algumas pessoas do grupo. Com alguns cliques encontrei uma Juana com uma foto artística, não a reconheci, mas só poderia ser ela.

Em seu perfil não havia muita informação, mas já era o suficiente para ter certeza de que era realmente Juana. Comecei então a ver suas comunidades, algumas condiziam com o que ela me dissera no dia anterior, nada demais. Havia muita semelhança com as minhas, acho que a única coisa que destoava era uns reggaes que ela gosta e eu não. Até que meu queixo caiu no chão.

Existe uma banda americana que eu gosto muito e que ninguém, ninguém conhece. A comunidade não tem mais de 100 pessoas e adivinha quem era uma delas? Sim, Juana. O meu medo agora se multiplicou inúmeras vezes. A curiosidade tornou-se receio, receio de estar lidando com alguém que eu conheço muito bem: eu mesmo.

Juana disse que iria ao Pearl Jam, mas não foi. Na verdade ela disse que foi até lá, mas que não entrou devido à chuva torrencial que castigava. No Pearl Jam estavam todos os meus amigos, Holandês, Terere, Lisa e o resto da turma, contei a eles sobre meu achado da noite passada com todos os detalhes e eles se surpreenderam ao saber que existe alguém tão excêntrico como eu, vestindo saia ainda.

Na segunda-feira, Juana me adicionou no MSN e ficamos a conversar até a quarta, quando ela me convidou para dar uma volta. Eu tinha aula até ás 22:30, quando sai, encontrei com o Holandês que trabalha no shopping ali perto e liguei para Juana, conhecendo os amigos estranhos de Juana, eu não me aventuraria sozinho com este grupo de alienígenas. Juana me convidou para ir ao bar de sempre, disse que me buscaria sem nenhum problema. Eu então aceitei.

Pelo o que ela me falara, Juana não dirigia. Fui até o posto onde combinamos e daqui a pouco chega um carro muito velho, desses carros japoneses que já foram excelentes carros no passado mas que agora não é nada mais que uma lata-velha. Juana estava dirigindo.

Entramos no carro, eu no banco da frente ao lado de Juana e Holandês no banco de trás, ao lado de um viado e uma mina muito estranha. Assim que Juana saiu com o carro, o viado pediu para fechar o vidro. Mas fechar o vidro nesse calor? Quando olho para trás lá está ele tentando acender um baseado. Ai Meu Deus, eu sabia que era encrenca. Juana me perguntou se eu fumava, respondi que não. Holandês também recusou o bagulho. Fui guiando Juana até o bar, já que ela mal sabia dirigir e muito menos como chegar lá.

Chegando à frente do bar, lá estavam os outros amigos de Juana. Uns dez aliens fumando maconha. Ela tentava me integrar ao grupo, mas era inútil. Holandês desconfortável já se mandou para dentro do bar, e eu logo tratei ir junto arrastando Juana.

Ás quartas-feiras no bar rola palco livre, ou seja, qualquer infeliz com um instrumento na mão pode subir no palco e mostrar seu talento, ou a falta de. Fomos para o fumódromo e o Holandês já estava lá sentado numa mesa, nos juntamos a ele. Logo em seguida chegaram os amigos de Juana, e ela nos convidou a sentar com o resto dos maloqueiros. Novamente recusei o convite e insisti que ela ficasse ali conosco. Holandês em sua fossa astral nem se manifestava e eu fiquei ali conversando com Juana.

Juana trajava roupas minimalistas, blusinha e shorts, e dizia estar derretendo de calor. Ela pede licença para ir ao banheiro e quando vira de costas novamente meu queixo vai ao chão. Nas costas de Juana, na região lombar, havia uma rosa vermelha tatuada. Eu sei que uma rosa é uma tatuagem bem comum, mas depois de três anos de Culpa Dela, a rosa vermelha se tornou um ícone para mim, pois desde o primeiro dia de blog é esta a rosa que ilustra o blog, e é esta rosa que simboliza minha vida amorosa, tanto que comecei a adotá-la em minhas caçadas, chegando ao ponto de agora cultivá-las em casa.

Assim que Juana voltou, indaguei-a sobre a rosa para verificar se tinha algum significado especial, não sei se ela não quis revelar, mas disse que era apenas por que gostava de rosas. Juana agora se queixava de um garoto que estava a matar grandes ídolos do Rock no palco, eu a alertei-a sobre o nível dos “artistas” neste dia da semana.

Continuamos conversando por mais um tempo, até que Holandês foi embora e eu então pude a beijar sem a culpa de deixá-lo de espectador. E aquele beijo novamente se repetiu. São muitas bocas as que beijei, mas são poucas as que de fato eu beijaria novamente pelo único e exclusivo ato de beijar. Alguns minutos depois o viado veio nos chamar para ir embora. Na volta, eu esperava que Juana se desfizesse de seus amigos para passar mais tempo a sós comigo, mas fui o primeiro a ser entregue.

Continuamos nos falando, até que no sábado convidei-a para um programa bem família, nada de encher a cara e ir pro motel:

- Que tal um passeio no bosque?

Juana considerou a hipótese, mas disse que já tinha compromisso para o sábado, porém, se tivesse algum tempo me ligaria para fazermos algo. Acabou que Juana não me ligou e eu fui ao bar de sempre. Lembram-se da história dos Empata Foda? Pois bem, era a mesma banda e o cenário era parecido devido à chuva que atacava a cidade. Música boa pra dançar, porém não havia garotas menores de 30 anos para se dançar.

Bom, eu minto quando digo que não havia nenhuma, mas no máximo cinco, e duas delas estavam bem “simpáticas” comigo. Enquanto eu no fumódromo tomando minha cerveja me decidia o que faria da noite, Juana chega ao recinto acompanhada de um cara bem estranho. Era estranho ela não ter me avisado que lá iria, sendo que havíamos combinado. Ela chega, cumprimenta seus amigos que estavam na mesa à frente e depois me vê olhando para ela. Ela chega e me cumprimenta também. Convido-a para sentar-se para ela recusa. Até aí sem problemas, não há mal nenhum em deixar a menina socializar com seus amigos.

Agora eu já descartara a hipótese de ficar com outra menina, em respeito a Juana, pois esperava que em breve ela viria até mim, e outra menina poderia estragar tudo. O que mais me incomoda numa noite, não é passar em branco e não beijar ninguém, e sim passar a noite em branco sem nenhuma abordagem ou ataque, pois isso me lembra os velhos tempos no qual minha timidez me atrapalhava.

Fiquei ali então, revezando minutos entre a banda e fumódromo, para verificar Juana. O cara estranho não saia de seu lado, e eu já começava a me preocupar. O que teria mudado em 6 horas? Porém, o meu medo de ser ofensivo e acabar me envolvendo de uma maneira irremediável com Juana me impedia de qualquer ousadia.

Depois de muito tempo, Juana ficou sozinha na mesa e lá fui eu conferir o que se passava. Ela esquivou-se de minhas perguntas, e assim que o cara estranho voltou, eu levantei e a deixei com sua turma.

Agora, aquela situação já estava ficando irritante. Eu me comportando exemplarmente e Juana ignorando minha presença, ela nem sequer olhava quando eu estava por perto. A raiva de estar fazendo papel de bobo começou a me dominar.

Então, Juana se despediu de seus amigos e foi embora acompanhada do cara estranho, ela passou por mim e novamente me ignorou. Isso me deixou possesso de raiva, eu já socava a parede em fúria. Vaca do caralho, eu previa que algo do tipo aconteceria, mas devido aos conselhos de meus amigos resolvi pagar pra ver, e o preço era o sangue em meus olhos. Liguei para Lisa, pois precisava extravasar minha raiva:

- Lisa! Eu estou muito, muito, muiiiiiito bravo!

Lisa perguntou o que aconteceu e tentou me acalmar, mas não conseguiu. Eu estava ali furioso e tinha que esperar minha carona para ir embora, e minha carona só ia embora bem tarde.

Enquanto eu bravejava sozinho, encontro Tunia, que acabava de chegar ali no bar. Tunia já vinha cheia de piadinhas, querendo saber por que eu estava bravo e tudo mais. Mais uma cerveja para ver se o álcool conseguiria me acalmar e então me lembro dos dotes sexuais de Tunia. Nada me acalmaria mais naquele momento do que uma ejaculação.

Não sei explicar, mas mesmo tratando Tunia a pontapés ela ainda tem uma queda fatal por mim. Aproveitei-me disso então e a arrastei para fora do bar. Logo atrás do bar existe um condomínio e um terreno baldio bem escondido, e foi lá mesmo que Tunia me acalmou. Voltei para o bar, peguei minha carona e fui para casa, bem relaxado por sinal.

No domingo, assim que abri o MSN já havia um pedido de desculpas de Juana. Pois bem, eu não aceito ninguém me fazendo de idiota. Mais à tarde, Juana entra e novamente pede desculpas. Eu com a maior frieza do mundo lhe respondo com palavras curtas e ásperas.

Durante a semana, deixei-a no ostracismo, para mostrar minha represália, até que no sábado trocamos algumas poucas palavras. Eu esperava que ela novamente procurasse por minha atenção, mas não foi o que aconteceu na semana seguinte. Juana estava apática, bem diferente de sua postura inicial. Agora eu fico imaginando o que pode ter acontecido:

1- Juana ficou sabendo de minha fama, pois já beijei algumas meninas de seu grupo e agora não me assedia mais, pois o cachorro aqui sempre corre atrás do osso.

2- Juana está envolvida com outra pessoa e me deixou na reserva.

3- Juana está se divertindo demais com seus amigos toxicômanos para dar sua atenção a mim, que não compartilho dos mesmos hábitos e não os tolero.

Enquanto isso chove na minha horta, e não pretendo pular de cabeça pra ver quão fundo é o rio. Mas a curiosidade de explorar Juana em todas suas dimensões ainda me inquieta.




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6 de novembro de 2009

La Donna Juana I



Farei uma coisa inédita, escreverei uma história ainda em andamento. Eu não faço a menor idéia de como vai acabar, de quem será a culpa, ou mesmo se haverá culpa, então, por favor, não se decepcionem se o final não for interessante.


Após um mês de seca amorosa absoluta, fiquei com uma gordinha que parecia que ia me engolir de tanta vontade com a qual me beijava na sexta-feira, posso precisar, pois sou tão filho da puta que agora estou registrando em um arquivo todos os meus sucessos amorosos para não perder a conta, e no sábado voltei ao mesmo bar de sempre.


Terere estava sem dinheiro, e o Holandês passava por uma crise afetiva causada pela facilidade com a qual ele se apaixona e não houve santo que o tirasse de casa. Então lá fui eu, sozinho novamente me aventurar, trajando meu blazer de brechó e minha camiseta dos Stones.



A programação da noite não era nenhuma maravilha, mas também não era de se rejeitar: Bob Dylan, Zé Ramalho e Raul Seixas, do primeiro e do último eu gosto muito, já o outro não gosto.


Geralmente eu não fico sozinho, mesmo quando vou sozinho, pois sou amigo de uma turma que também está sempre por lá, mas desta vez a turma não foi, e eu fiquei desamparado. O povo que lá estava era tão estranho, uma alta porcentagem de homossexuais, ou pelo menos desse povo alternativo que se veste como homossexuais. Uma galera estranha, diferente, com a qual eu nunca simpatizei, cada um com um óculos maior que o outro, parecia uma competição de quem era mais míope. Eu que me visto diferente, pois sou uma das poucas criaturas com blazer, camiseta de banda e tênis, parecia que estava de jeans e camiseta branca, devido à diversidade de adereços ao meu redor.


As poucas meninas também me pareciam estranhas, e eu prevendo que meu estilo “elegante despojado” seria rejeitado por lá. Resolvi então me apegar aos outros motivos de minha existência: música e cerveja. Peguei a minha Heineken e fui à frente do palco apreciar o Bob Dylan. Meu Deus, que tragédia! A banda era sofrível, não só o vocal desafinava como parecia que todo o restante da banda também. Será que é muito difícil afinar um pandeiro?


Por sorte, o desrespeito com o Bob Dylan acabou, e em seguida se apresentaria o Zé Ramalho Cover, que eu não fazia questão nenhum em presenciar. Zé Ramalho já não é grandes coisas, imagina o cover então?


Fui para a área de fumantes, pois o querido governador de São Paulo fez o obséquio de proibir o fumo em lugares públicos, segregando os fumantes do resto da sociedade. Avistei um grupo de garotas aparentemente normais, uma a qual me interessou muito, e fui lá me apresentar.


A introdução foi bem sucedida, as meninas foram receptivas e logo eu consegui a atenção da qual me interessava. A garota era muito simpática, além de bonita, e ficamos conversando por um bom tempo, inclusive, quando suas amigas a chamaram para voltar para o meio do povo, ela ficou ali sozinha conversando comigo. Bom, pelo o que eu sei sobre a mente feminina, quando uma menina abandona suas amigas por um desconhecido é por que algo a mais ela quer.


Já contando com meu sucesso, esperei um pouquinho até dar o bote. Ela educadamente se esquivou e disse que não poderia fazer nada ali, pois seu ficante estava presente no bar. Fiquei ali tentando a seduzir ao mesmo tempo em que verificava que sua desculpa era verdadeira. Por incrível que pareça, ela mudou de assunto e continuou conversando como se nada tivesse acontecido, como se eu tivesse lhe perguntado a hora ao invés de tentar lhe beijar.


Já estava claro que daquele mato não sairia coelho, ou coelha nesse caso. Falei que precisava ir ao banheiro, ela disse que também queria. Cada um foi para seu lado e não a vi mais.


Voltando para o fumódromo, encostei-me a um pilar para saborear um pouco de minha cevada e minha nicotina. Bem em minha frente havia uma morena linda que não parava de me olhar, acompanhada de um marmanjo de uns 2 metros de altura. Eu já havia percebido que esta morena toda hora estava a olhar em minha direção, a vantagem de freqüentar lugares pequenos é que você sabe exatamente o que acontece, quem está com quem e consegue ver coisas que uma multidão esconderia.Ela estava bem vestida demais para a ocasião, um vestidinho branco avassalador mostrava suas pernas bronzeadas. Já que ela vai ficar me encarando vou encarar também. E foi então que ela não desviou mais seus olhos de mim.


Cerrei as sobrancelhas como comunicação corporal e a morena cerrou as delas também. Mas que situação, eu olhava para ela e depois para cima, para ver a reação do grandão que estava ao seu lado, muito provavelmente era um amigo ou parente, mas eu não arriscaria arranjar briga por que a morena estava me secando. Por muitas vezes eu já me envolvi em confusão no bar por causa de mulher e o dono já está bem irritado comigo por isso. E a diaba não parava de olhar. Comecei a balançar a cabeça de um lado para o outro e de novo ela repetiu meu gesto. Esperava que ela deixasse o grandão ali para vir falar comigo, pois eu é que não iria lá correr o risco de tomar uns tapas, mas não foi o que aconteceu. Logo em seguida a morena foi embora acompanhada do rapaz, é claro. E lá fiquei eu, trocando uma palavra ou outra com algum conhecido que passava, esperando o Zé Ramalho acabar.


Havia uma loira muito estilosa sentada em uma mesa desde o começo da noite. Ela não fazia muito meu tipo, pois era alta e magra, mas tinha um charme que inexplicavelmente fisgava minha atenção. A principio, pensei que estava acompanhada, depois notei que a cada hora era um cara diferente que estava na mesa e agora quando eu vejo, ela está sozinha. E lá fui eu de novo. Don Juan, o Homero da sedução.


- O que a moça faz sozinha nessa mesa?


- Estou esperando meus amigos.


- Posso lhe fazer companhia?


- Pode. Ela respondeu com uma expressão de suspeita.


Puxei uma cadeira e sentei-me ao lado dela:


- Qual seu nome?


- Juana e o seu?


- Juan.


( O nome dela não tem semelhança alguma com o meu, mesmo por que meu nome não tem forma feminina, mas logo vocês entenderão)


Começamos então a conversar, e não paramos mais. Uma forte pancada de chuva surgiu e respingava suas gotas sobre nós. Mudamos de lugar e continuamos conversando, palavras intercaladas por silêncios de olhares. Juana estava na capital fazendo faculdade e já formada, voltara há poucos meses para junto de seus pais. Ela tinha um discreto sotaque, justificado por sua origem baiana e falava serenamente com extrema elegância. Foi então que a beijei.

Há muito tempo eu não beijava daquele jeito, não era uma troca de salivas e sim uma carícia envolvendo os lábios e a língua com uma certa lentidão, sem pressa, como se pudessem passar horas e nós continuaríamos ali, simplesmente beijando.


Beijo bom para mim é aquele em que se fecham os olhos e logo se abrem de novo pela tontura que ele traz. Até onde o álcool tem sua parcela de culpa nisso eu não sei dizer. Logo após o beijo, fiz uma pergunta para matar minha curiosidade. Eu que supersticiosamente vejo muita coerência nas definições e combinações dos signos astrológicos, perguntei a Juana quando era seu aniversário. Geralmente eu sei dizer qual é o signo, é só decorar os meses, com exceção dos dias 20, 21, 22 e 23 que são os dias de mudança, e Juana fazia aniversário justamente em um deles. Fiz um chute totalmente sem nenhum embasamento e acertei:


- Áries?!?


- Sim, e o seu?


- Áries também!


- Que legal! Eu sou Áries com ascendente em Gêmeos.


Foi então que comecei a me assustar. Além de Juana saber seu ascendente, uma coisa que não é comum, pois geralmente as pessoas se atem a ler o horóscopo do dia (coisa que eu não faço), Juana tinha o mesmo ascendente que eu.


- Sério? Eu sou Gêmeos também.


O tempo foi passando, e eu imaginando como iria embora nesta noite, pois não havia nenhum amigo para me dar carona. O bar estava esvaziando e eu já estava prevendo mais uma aventura de moto-táxi. Até que apareceu uma amiga de Juana, uma garota que estudou comigo séculos atrás. Fiz o devido esforço de ser o mais simpático possível e acabei conseguindo uma carona, já que seria esta amiga que levaria Juana embora também.


Fomos para a frente do bar pagar nossas contas. Os poucos que sobraram eram todos conhecidos meus, e eu lá de mãos dadas com Juana. Uma amiga me puxou e falou:


- Cara, onde você achou essa menina linda? Muito linda ela!


Essa minha amiga ainda completou em voz alta chamando a atenção de alguém que estava mais distante:


- Olha só! É o Mick Jagger e a Luciana Gimenez.


(Eu agradeço pelo Mick Jagger, mas acho que ela não gostou do Luciana Gimenez)


Então passou um conhecido e deu dois tapinhas no meu ombro. Logo em seguida os seguranças vieram tentar me sacanear com brincadeiras de mão. Não sei se Juana é tão bonita assim e eu que não enxergo essa beleza ou se todos estavam a estranhar eu estar de namoradinho pelo bar.


A amiga de Juana, já muito bêbada, me trouxe para casa. Despedi-me de Juana com um belo beijo e trocamos telefones.




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24 de outubro de 2009

Prudência, A Esperta


E lá fui novamente a uma festa universitária de uma renomada instituição pública. Terere nos convidou, e segundo suas histórias, as festas são incríveis. Um amigo nosso, o Nasi, topou ir com o carro e fomos, eu, Nasi, Holandês e o irmão do Holandês, o qual chamarei de Holandezinho, apesar de ser do dobro do tamanho do original. Saindo de minha cidade, paramos no Habibs para forrar o estômago pois a festa seria open bar, e outras coisas básicas, como cigarro e halls. Uma hora depois estávamos lá. Passamos na casa de Terere para apanhá-lo e fomos para a festa, que seria em uma chácara nas redondezas da cidade.
Logo na entrada, já era claro que o nível da festa era excelente, só garotas lindas entrando, e eu, rezando a Deus que não precisaria usar o tacape desta vez. A festa era dividida em dois ambientes, o primeiro, mais animado e lotado, porém, extremamente abafado pois tinha uma cobertura, tocava Sertanejo e afins, tinha o bar que servia vodka e também um churrasco o qual não tive coragem de experimentar. E o segundo, mais ao fundo e menor, mais tranquilo, tocava música eletrônica numa tenda, logo ao lado de uma área aberta bem arejada com o bar da cerveja, bom, obviamente foi por lá mesmo que eu fiquei.
Chegando lá, já virei alguns copos apenas para matar a sede e já comecei a circular para reconhecer o ambiente, e principalmente as meninas que por lá estavam. A princípio, os caras tentaram me acompanhar, mas eles não têm o mesmo ânimo que eu tento para caçar e logo já se acomodaram num canto.
Quanto mais eu andava, mais eu me animava, até chegar num ponto que eu corria e saltitava pelo gramado, cercando os grupos de meninas. Nasi já veio me perguntar aonde eu tinha conseguido cocaína, mas os outros moleques já sabem que minha euforia advém dos feromônios femininos. Pode parecer doentio, mas nada me incita mais que a arte da conquista, desde o momento inicial da troca de olhares até o momento que antecede o primeiro beijo, tudo o que vem ou não vem depois é conseqüência deste intervalo de tempo.
Tive que mudar um pouco minha tática, geralmente eu sei exatamente onde estão as meninas que me interessam e fico rodeando até o momento oportuno de abordá-las, mas numa festa com 2 mil pessoas, ficou impossível marcar as posições e o negócio era logo ir puxando papo sem muitos rodeios.
Algumas meninas eram simpáticas, outras não, o tempo ia passando, e o medo de ter investido tempo e dinheiro a toa já me preocupava, passei então a selecionar menos e atacar mais. Até que quando abordei um grupo de meninas, de olho em uma, mas foi a outra amiga que fisgou a minha isca. Bom, por que não conversar com uma pessoa diferente?
Seu nome era Prudência e cursava Química ali na faculdade, não era bonita, mas parecia interessada em tudo o que eu falava e conversava muito bem. Pensando agora, sem álcool no sangue, eu chego até a desconfiar. Será que meu papo é tão interessante assim que ela estava adorando, ou será que ela se fazia de interessada para manter-me ao seu lado e chamar minha atenção?
Bom, acabei beijando-a, e ela me beijava como se eu fosse o grande amor de sua vida, e o que deveria ser um simples beijo para logo em seguida procurar uma nova vítima, se tornou um beijo que durou até o resto da noite. Prudência não desgrudou mais de mim, e eu não sei o que se passava em minha cabeça, se tinham posto droga na bebida ou se era a falta do meu remédio que diminui a testosterona, mas incrivelmente passei a noite fazendo papel de namorado, um fato raro, diga-se de passagem.
Meus amigos já estavam me olhando torto: Como assim você vai ficar aí? Você nunca faz isso! E a mina nem é bonita!!
Essa festa foi em uma cidade universitária, ou seja, 99% das pessoas são de fora e moram em repúblicas, e logo estava eu tentando me “hospedar” na casa Prudência.
Já era mais de 5 da manhã, os moleques cansados e frustrados por não terem obtido nenhum sucesso, fizeram-me acelerar o processo de sedução. Acabou que Prudência aceitou minha carona, pois ela morava próximo à casa de Terere, quando a deixamos em sua casa, ela me convidou para entrar.
Ela dizia que não tínhamos muito tempo, pois deveria pegar o ônibus para sua cidade logo às 8 da manhã. Passei então a persuadi-la com todas as artimanhas que conheço para que ela cedesse aos meus desejos. Logo próximo das 8 horas, ela ficou para pegar o ônibus das 9, mas na verdade só foi pegar o ônibus das 10, pois eu a distraia com minha libido durante todo este tempo. Acabou que a noite ficou só nas brincadeiras mais íntimas e o finalmente não aconteceu, brincadeiras que foram muito mal feitas por sinal. Prudência não se prestou nem a usar as mãos para dar-me a satisfação que necessitava, pois, àquela altura, as dores masculinas já me possuiam. Às 10, quando o sol bateu de verdade, dei-me conta da loucura que cometi. Prudência não tinha nada de bonita, muito pelo contrário. Só a luz do sol e a sobriedade me fizeram enxergar a péssima situação em que me encontrava, ainda mais sem ter conseguido o que queria. Pois já que é pra fazer caridade, que a caridade seja feita direito. Acompanhei-a até a rodoviária, Prudência embarcou e eu fiquei a ver navios. Quase convencido de que eu que fui a vítima e que Prudência quem na verdade fora a sedutora da noite. Fui para a casa de Terere, pois ele tinha carona garantida para o final da tarde, mas ele mal me deixou dormir e logo já queria ir embora, a viagem que de carro demorava uma hora, demorou três indo de ônibus. Cheguei em casa às 18 horas, fedido, faminto e extremamente sonolento.
A culpa é dela!

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3 de outubro de 2009

Don Juan Inconformado


Resolvi ir a uma festa a fantasia de uma renomada faculdade pública aqui de SP, pois bem, aproveitei que meu cabelo está maiorzinho e fui bancar o Don Juan de verdade, na foto ao lado sou eu.




Na entrada, que demorou para abrirem os portões, eu só via meninas lindas, uma fartura de belezas que você não encontra num show de rock, e eu, vestido para matar, já estava prevendo que a noite renderia bons frutos.


Ao entrar, a banda já começa mandando a intro de The Wall, eu e meus amigos já nos animamos, mas logo em seguida já começa a putaria e emenda um sertanejão que fica um bom tempo, sendo depois sucedido por Axé e Funk Carioca, que inferno. Realmente não esperava isso de uma universidade tão famosa.


Enquanto eu interpretava o papel de sedutor misterioso para conquistar alguma garota e estas não estavam interessadas em conversar mas sim em requebrar ao som da poluição sonora que rolava, os outros caras simplesmente chegavam agarrando as meninas na força e inacreditavelmente obtiam sucesso com essa tática neandertal.


Eu não entendia o que meus olhos viam, meninas lindas que dariam um bom trabalho para se conquistar numa situação normal, ali era só chegar e agarrar??


Bom, agora entendi que é esse o esquema destas festas, as festas da minha faculdade eram bem civilizadas, até demais, não rolava essas coisas nem de longe.


Uma coisa foi interessante, o sucesso que a rosa fez. As meninas ficavam loucas pela rosa, mas quando eu me negava a entregá-la, elas viraram as costas e iam embora.


A noite do ponto de vista amoroso foi um desastre, pois a minha postura ali não funcionava, e nem a mudaria só para dar uns beijinhos. Afinal, o prazer em estar com uma mulher é conquistá-la, seduzi-la, usando de palavras e gestos, e não com meus bíceps.




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29 de setembro de 2009

Betânia, A Tentadora


Há muito tempo atrás, quer dizer, no ano passado, no bar de sempre, conheci três novas garotas, eram duas irmãs e uma amiga, todas muito simpáticas, fiquei por lá conversando com elas, as irmãs eram morenas de nádegas avantajadas e a amiga era loira de seios protuberantes e uma cara de pervertida de deixar qualquer homem de cabelos (entre outras coisas) em pé.
Pois bem, ao meio da conversa, eu focava minhas atenções para a loira, seu nome era Betânia, pois ela era quem tinha os atributos que me interessavam. Enquanto eu movia meus peões para cima de Betânia, surge um baixinho metido a valentão invocando comigo:
- O que você está ai falando com a minha namorada?
- Estou conversando com ela.
- Não tem nada que falar com ela.
- Eu falo com quem eu quiser e você não pode fazer nada.
O baixinho se invocou e já começou a empurrar as cadeiras para partir para briga. Eu me levantei e parti na direção dele também, afinal, não deixaria um nanico me intimidar. As meninas se enfiaram no meio do caminho para evitar a pancadaria. Logo chegou o segurança para esfriar os ânimos e ao saber do acontecido, mandou o baixinho para fora do bar e este levou Betânia junto com ele.
Mais de um ano depois, Betânia retorna ao bar com seus volumosos e empinados seios, parece que eles me chamavam, pois a cada movimento para cima ou para baixo, minha cabeça os acompanhava. Betânia junta das mesmas irmãs, irmãs estas que viraram freguesas do bar e estão por lá religiosamente toda semana. Acontece que a essa altura do campeonato, eu já tinha pegado as duas irmãs e mais algumas amigas do grupo e minha fama de mulherengo já era do conhecimento de todos, inclusive de Betânia. Como eu já era amigo das meninas, foi fácil me aproximar de Betânia, e logo na primeira oportunidade, puxei-a para dançar.
Betânia era muito espirituosa, não negava uma dança, mesmo que não soubesse dançar direito, mas isso não era problema, muito pelo contrário. Betânia rebolava e se esfregava em mim como se eu fosse um mastro de boate de strip, roçava seus seios em meu peito e sua pélvis em meus quadris, totalmente inadequado para a música, mas absurdamente excitante.
Sua demonstração pública de libido me convenceu que ela almejava por meu calor. Quando então, num momento propicio, tentei beijá-la, Betânia se esquivou instantaneamente:
- Não, você é muito galinha, não vou ficar com você.
A partir desse dia, Betânia começou a freqüentar o bar regularmente e era sempre a mesma história, após dançar com ela, eu perdia totalmente a coerência e caía em cima da garota como abelha no mel. Esquecia completamente do que se passava ao meu redor, dos meus amigos, da banda, e das outras garotas que eu poderia paquerar, e ficava lá, hipnotizado ao seu lado tentando a convencer que eu não era tão feio quanto me pintaram.
Meus amigos já estavam a zombar de mim, falando que eu estava fazendo papel de palhaço, e de fato eu estava, mas não queria assumir. Conforme o tempo passava, meus ataques ficavam mais fortes, tentava de todas as estratégias possíveis para persuadi-la mas nada funcionava. O máximo que consegui foi um selinho, um dia que a levei embora para sua casa. Betânia mexia comigo de tal forma, que eu tinha ereções apenas de dançar com ela, eu que já não sou nenhum adolescente para excitar-se com pequenas coisas, me via explodindo de tesão em sua presença.
Até que um dia, cansado das minhas fracassadas investidas, deixei Betânia de lado com as amigas e fui curtir a minha noite. Em um belo momento, vejo Betânia encurralada na parede com um cara beijando seu pescoço, a raiva do meu fracasso me tomou e fiquei ali assistindo a cena, até que meus amigos me tiraram dali, por estar novamente bancando o idiota.
Sai de perto, mas toda hora olhava para Betânia para ver a que pé estavam as coisas. Seria eu o mane que ela tanto enrolou para beijar outro tão fácil? O tempo foi passando, o cara cada vez mais agarrava Betânia, ela permitia mas nada acontecia, até que acabou a banda e ele foi embora também sem nenhum sucesso. Foi então que vi com meus próprios olhos o ridículo que eu estava fazendo. Vi exatamente como ela iludia seus pretendentes e depois os mandava para casa de mãos abanando.
No próximo fim de semana, lá estava Betânia novamente, muito bêbada por sinal, e eu novamente a puxei para dançar, mas desta vez, sem esperança de beijá-la. Comecei então a dançar da mesma maneira que ela, ou seja, da maneira mais insinuante possível. Foi uma bela putaria sem penetração. Eu abraçava Betânia por trás, alisava seu bumbum, sua barriga, seus seios, passava o dedo pelo elástico de sua calcinha, esfregava minha barba em sua nuca e pescoço, sussurrava em seu ouvido, tudo isso bem na frente do palco, o lugar mais visível do bar, mas de maneira nenhuma tentava beijá-la. Meus amigos já vieram me alertar que eu estava bancando novamente o tonto, mas dessa vez o feitiço foi contra a feiticeira. Comecei então a passar meus lábios por seu rosto. Betânia gemia:
- Don , por que você está fazendo isso comigo. E eu respondia:
- Não estou fazendo nada. E continuava a acariciá-la com meus lábios, desta vez passando-os por sua boca e ela falava em tom de gemido:
-Não, não, eu não posso, não posso.
ARRÁ, agora então era ela quem estava explodindo de tesão? Ótimo, não podia parar então. Coloquei a mão em sua nunca, para massagear seu couro cabeludo, ela se derreteu em meus braços, então desci minha mão direita por seu rosto e esfreguei o polegar em seus lábios, logo em seguida ela estava chupando meu dedo em público. Eu estava quase indo ao banheiro me masturbar, mas não podia perder minha vingança. E novamente Betânia gemia:
- Don , por que você está fazendo isso comigo. E eu respondia:
- Eu? Eu não estou fazendo nada.
Havia um casal mais velho ao nosso lado observando, eles começaram a gesticular para que eu agarrasse Betânia. Eu olhava e ria. Minha esfregação com Betânia continuava, e o casal está inconformado. A mulher chamou a atenção de Betânia:
- Olha, presta atenção como se faz. E agarrou o homem que estava com ela.
Mas de nada adiantou. Até que a mulher veio falar comigo:
- Cara, você é muito ruim, agarra logo a menina!!
- Não, melhor não!
- Ah, vai se fuder, você fica aí se esfregando e não beija, você é viado?
- Minha Senhora, eu com muitos anos a menos que a senhora já peguei mais mulher do que você possa imaginar.
A mulher fez uma cara de nojo e foi embora.
Meus assédios continuaram, os gemidos / lamentações de Betânia também, até que uma de suas amigas a tirou das minhas garras.
A culpa é dela!

Depois disso, Betânia voltou a namorar com o baixinho e não a vi mais.



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22 de setembro de 2009

Os homens, esses neandertais

Segue o texto de João Pereira Coutinho que o Black Son nos enviou para ilustrar a nossa discussão

Um dos meus filmes favoritos de Woody Allen não foi dirigido por Woody Allen. Foi apenas escrito por ele.


Intitula-se "Play It Again, Sam" ("Sonhos de um Sedutor", no Brasil) e oferece uma das sequências mais hilariantes de toda a história do cinema, perfeitamente comparável com o melhor dos irmãos Marx.

Acontece quando Woody Allen, no papel de um intelectual neurótico e inseguro com adoração mitômana pela figura de Humphrey Bogart, se prepara para conhecer uma mulher atraente, amiga de um casal amigo, e disponível para um jantar a quatro.

Woody tenta manter a calma, minutos antes de a donzela bater à porta. Com uma pose confiante e blasé, imitação artificial do seu herói, põe um disco de jazz a rolar no prato.

Mas quando a donzela entra em cena, os artifícios dele; a sofisticação urbana e mundana; a frieza cabotina "à la Bogart", convertem-se em pó. E ele recua milhares e milhares de anos na história da evolução humana para se converter, muito simplesmente, em neandertal.

Não fala; grunhe. Não caminha; arrasta-se e tropeça. E, em matéria de charme ou confiança pessoal, desconfio que o Corcunda de Notre Dame tinha mais.

Sempre ri da sequência. Sempre concordei com ela: de fato, quem somos nós, pobres homens, na presença de uma mulher bonita? Exatamente: a prova definitiva de que Darwin estava certo.

Agora, a ciência veio ao meu encontro: o "Journal of Experimental Social Psychology" chegou à conclusão irrefutável de que os homens perdem a cabeça na presença da beleza feminina.

"Perder a cabeça", aqui, deve ser lido em sentido literal: depois de medirem a atividade cerebral dos voluntários, cientistas holandeses da Universidade de Radboud determinaram uma diminuição real nas capacidades cognitivas dos machos.

Em termos pictóricos, não será exagero afirmar que o cérebro masculino encolhe e derrete perante a luz de uma ninfa.

Mas só de uma ninfa: o mesmo estudo determinou que o cérebro masculino fica intacto na presença de um bagulho. Como explicar o fenômeno?

Uma vez mais, Darwin é o nome: confrontado com uma "oportunidade de reprodução", o homem usa e abusa de todos os seus "recursos cognitivos" para impressionar a presa. Por sua vez, esse excesso de energia canalizado para uma só função provoca um deficit cerebral para as restantes e posteriores funções.

É como se os homens esvaziassem uma parte da cabeça para que a outra parte possa funcionar a todo o vapor. Os prejuízos mentais são inevitáveis.

Um dos cientistas, aliás, sentiu isso na pele e foi a sua experiência pessoal que lançou a hipótese: depois de conhecer e conversar com uma mulher atraente, ele foi momentaneamente incapaz de se lembrar do próprio endereço.

Verdade que falamos da Holanda, onde as perdas de memória são motivadas por outros produtos. Mas vocês percebem a tese.

A tese dos homens e, claro, a tese das mulheres, igualmente sob observação laboratorial.

Só que, ao contrário dos homens, as voluntárias não demonstraram nenhuma perda cerebral depois de um contato com a beleza masculina.

Simplificando, não basta ser um Brad Pitt para que a cabeça das senhoras abane um pouco. É preciso ser um Brad Pitt, ter sentido de humor, cultura bastante e a dose certa de gentileza e responsabilidade. Um extraterrestre, portanto.

Depois da descoberta, resta a pergunta: que conselhos práticos podemos deixar aos nossos leitores? Os cientistas não se atreveram a tanto, mas eu arrisco alguns caminhos.

Para começar, cai por terra a típica acusação feminina de que os homens são irresponsáveis e infiéis.

Os homens não são irresponsáveis nem infiéis; eles têm apenas um cérebro que conspira contra os próprios: confrontados com uma "oportunidade de reprodução", eles são imediatamente esmagados por milhares de anos de luta pela sobrevivência que impedem qualquer capacidade racional para dizer "não".

E, por falar na palavra "não", nenhuma mulher atraente a deveria usar no delicado trato com o sexo oposto.

Pelo contrário: cabe-lhe compreender e até acolher alguém que arrisca de forma tão brutal a sua própria sanidade.

E sempre sob risco de danos cognitivos temporários ou permanentes. Valerá a pena juntar um trauma a outro trauma?

Melhor dizer "sim". Caso contrário, não excluo que apareçam na barra alguns pedidos de indenização contra todas as mulheres bonitas que, por uma razão ou outra, permitiram que certos homens se esgotassem mentalmente contra uma parede de recusas.







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